O Barril e os Mineradores1
- OHNE - O HOMEM NÃO EXISTE
Versão Sem Barril
Um homem chega a uma remota cidade mineradora no Velho Oeste, onde não há nenhuma mulher. Ele entra no saloon, encosta no balcão e pergunta ao barman o que os homens da cidade fazem para conseguir sexo.
O barman responde com naturalidade: “Bem, você pode ir usar o Zé lá nos fundos.”
O homem fica completamente sem graça e pergunta num sussurro: “Mas… alguém vai ficar sabendo disso?”
O barman o tranquiliza: “Ah, não se preocupe, seremos só nós cinco.”
O homem acha estranho: “Como assim, nós cinco?”
O barman começa a contar: “Bem, você vai saber, eu vou saber e o Zé vai saber.”
O homem retruca: “Mas isso dá três pessoas, não cinco. Quem são os outros dois?”
E o barman responde: “Ah, vão ser os dois que seguram o Zé.”
Versão do Barril
Um homem chega a uma remota cidade mineradora no Velho Oeste, sem nenhuma mulher à vista. Ele entra no saloon e pergunta ao barman o que ele pode fazer para arranjar uma transa.
O barman responde: “Bem, tem um barril lá nos fundos com o Zé dentro.”
O homem se inquieta com a ideia, mas o barman lhe assegura que aquilo é um costume perfeitamente normal na cidade.
“Isso mesmo”, explica o barman, “você pode ir lá e fazer isso todo dia… menos na quarta-feira.”
“E por que não na quarta-feira?”, pergunta o homem.
O barman responde: “Porque na quarta-feira é a sua vez de ficar no barril.”
Evidencia o uso de estereótipos (“distanciamento fóbico”) para mascarar o pavor supremo: a identificação de que o homem que ri é o próprio objeto a ser penetrado. O desejo heterossexual, aqui, ancora-se na evitação desse trauma. ↩︎