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NESSA REUNIAO FALAMOS DO ESTAGIO 2 -

FIZ DOIS ATENDIMENTOS, NO PRIMEIRO FUI PÉSSIMO, NO SEGUNDO FUI BEM.

Aqui está um resumo detalhado e um briefing dos principais temas e ideias do documento “MV - Estágio 2.pdf”, com citações diretas onde apropriado:

Briefing: MV - Estágio 2 - Abordagens e Conduta do Voluntário no CVV

Este documento, “Estágio 2”, detalha os diferentes tipos de abordagens telefônicas e online recebidas pelo CVV e orienta os voluntários sobre a conduta adequada em cada situação. O foco central é sempre a pessoa que busca o serviço, o acolhimento, a compreensão, o respeito, o sigilo e a não-imposição da ajuda.

1. Tipos de Abordagens Telefônicas e Online:

O documento categoriza os contatos recebidos em diversas tipologias, fornecendo orientações específicas para cada uma:

  • Solicitando informações - Sondagem: Pessoas que desejam conhecer o CVV ou o voluntário para decidir se podem confiar e pedir apoio, ou simplesmente por curiosidade.
  • Conduta: Ser breve ao falar sobre o CVV e sobre si mesmo. O foco é sempre a pessoa que busca o serviço. “Em ambas as situações o importante é abrir possibilidades para a pessoa falar de si mesma. Isto pode ser feito perguntando simplesmente: ‘E como você está?’” Se a pessoa insistir em saber mais sobre o voluntário, reafirmar a amplitude do trabalho: “Somos pessoas disponíveis para estar com quem entra em contato com o CVV, buscando compreender a pessoa”.
  • Superficiais: Contatos sem conteúdo emocional profundo, como bate-papo ou diálogos que podem evoluir.
  • Conduta: Se a pessoa insiste em bate-papo, abreviar o contato, lembrando que o tempo é prioritariamente para “pronto-socorro emocional e à prevenção do suicídio”. Em diálogos que evoluem, manter a postura de acolhimento e compreensão.
  • Apresentando o caso de um amigo: Pessoas preocupadas com terceiros.
  • Conduta: O voluntário deve ouvir genuinamente, oferecendo um espaço para a pessoa que liga falar de suas próprias preocupações, pois ela também pode precisar de apoio. “Embora tenha procurado o CVV por causa de Outra Pessoa, ela própria também estará precisando de apoio.” As “atitudes facilitadoras - ‘empatia, aceitação, respeito e confiança - ao comunicar compreensão’” são essenciais. Respeitar a capacidade da pessoa de tomar providências e encorajá-la a dar o contato do CVV ao amigo. Não entrar em contato direto com o terceiro sem a permissão da pessoa interessada.
  • Encaminhando alguém: Profissionais ou instituições que desejam direcionar pessoas ao CVV.
  • Conduta: Acolher o intermediário, mas reconhecer que sua relação emocional com a pessoa a ser encaminhada pode ser diferente. Clarificar como o serviço funciona e como a pessoa interessada pode entrar em contato. Não se responsabilizar por terceirização de responsabilidades ou assinar documentos sobre o atendimento.
  • Reticenciosas: Diálogos com longos silêncios, indicando tensão ou dificuldade em se expor.
  • Conduta: Esforçar-se em “sintonizar-se com o tempo de comunicação da pessoa”, demonstrando disponibilidade.
  • Diretas ao assunto: Pessoas que expressam claramente pensamentos suicidas.
  • Conduta: Manter a calma, respirar profundamente e expressar-se lentamente para transmitir tranquilidade. Frases como “‘Gostaria de ajudar, se puder…’, ou ‘Você não está suportando a situação em que vive…’, ou ‘Está difícil continuar vivendo neste momento…’” podem ajudar na aproximação. O foco é ouvir atentamente e compreensivamente. Não se deixar dominar pelo pânico da pessoa. O simples fato de sentir que tem alguém com quem contar pode ser crucial para passar o momento de impulso suicida. Reconhecer que a busca por ajuda indica ambivalência e esperança. A audição atenta e sem julgamento permite que a tensão diminua.
  • Silenciosas (mudas): Contatos sem fala verbal ou escrita, causados por curiosidade, confirmação, inibição ou ansiedade.
  • Conduta: Aguardar e avaliar o progresso. Se não houver progresso, dizer “que estamos disponíveis para conversar e que compreendemos o silêncio; e convidamos a pessoa a nos procurar sempre que quiser”. Relatos mostram que a simples presença silenciosa do voluntário pode ser útil.
  • Trotes: Embora o CVV não reconheça “trotes” em princípio, considerando todos os chamados como oportunidades de ajuda, reconhece a existência de trotes efetivos.
  • Conduta: Manter a postura de plantonista, utilizando respostas compreensivas. Isso geralmente desestimula o trote ou leva a uma conversa séria. Se necessário e inevitável, utilizar respostas defensivas aceitáveis e abreviar o contato, mantendo a porta aberta para futuros contatos sérios.
  • Enganos: Contatos dirigidos acidentalmente ao CVV.
  • Conduta: Manter a postura de acolhimento e abertura. O engano pode se transformar em apoio ou em uma oportunidade de divulgar o serviço.
  • Solicitando mensagens e orações: Pessoas que buscam apoio espiritual.
  • Conduta: Esclarecer que a finalidade do CVV é “prestar apoio emocional”. Respeitar as crenças do outro sem impor as próprias ou ceder à solicitação, mesmo que haja crença em comum. Indicar serviços religiosos ou doutrinários se a pessoa insistir em um serviço diferente do ofertado.
  • Pessoas que solicitam ajuda material: Pessoas que buscam auxílio financeiro, alimentação, moradia, etc.
  • Conduta: Esclarecer que o CVV presta “apoio emocional” e não é um Serviço de Assistência Social. Indicar os Serviços de Assistência Social disponíveis na lista do Posto.
  • Reportagens: Contatos de jornalistas ou equipes de reportagem.
  • Conduta: Acolher a mídia, reconhecendo a importância da divulgação. Encaminhar contatos locais à coordenação de divulgação da região e contatos nacionais à CND (Comissão Nacional de Divulgação), informando sobre o veículo, profissional e pauta. Tomar cuidados para garantir o sigilo.

2. Atitudes do Voluntário Durante o Plantão:

A atenção do voluntário deve estar sempre voltada para a pessoa que busca ajuda.

  • Pontualidade e dedicação: Confirmar a disponibilidade e dedicar-se a leituras relacionadas ao trabalho.
  • Evitar rotina: Estar alerta para que a participação não se torne mecânica, exigindo esforços pessoais.

3. Finalizando um Contato:

A maioria das pessoas encerra o contato quando termina de desabafar.

  • Encorajar futuros contatos: “Pode nos procurar o CVV novamente, se quiser.”
  • Aceitar que a pessoa pode buscar o mesmo voluntário: É natural, mas o voluntário deve lembrar que doa mais como parte de uma equipe, evitando que muitas pessoas falem apenas com ele.
  • Considerar convite para ir ao Posto (com cautela): Não pressionar, mas oferecer a opção, informando sobre o ambiente e dando instruções detalhadas. Algumas pessoas preferem anonimato, outras o contato pessoal.
  • Gerenciar a sensação de “tarefa inacabada”: Não se deve esperar que o apoio resolva todos os problemas. “‘Alguém com quem falar’ é a essência do serviço”. As respostas vêm da própria pessoa quando ela está pronta. Evitar dar conselhos não solicitados ou que a pessoa não pode seguir.
  • Lidar com contatos difíceis de encerrar:Pessoas que repetem a história: Avisar alguns minutos antes de encerrar, oferecendo um tempo final. “Vamos interromper agora? Pode ligar de novo, a qualquer momento que precisar.”
  • Pessoas que querem apenas conversar e são solitárias: Permitir uma conversa breve e centrada na pessoa. Conversas prolongadas e frequentes podem ocupar canais de acesso, impedindo outros de serem atendidos.
  • Pessoas insistentes ou zangadas: Manter a calma e a firmeza. O papel do voluntário é oferecer disponibilidade para pessoas em desespero, não permitir que contatos insistentes monopolizem as linhas. Evitar ficar inseguro, defensivo ou zangado.

4. Ajuda Fora do Plantão:

A ajuda pessoal é primariamente nas dependências do Posto.

  • Casos excepcionais: Ajuda presencial fora do Posto é rara e excepcional, requerendo estudo, avaliação criteriosa, supervisão de voluntários experientes, realização em dupla (preferencialmente de sexos opostos) e autorização expressa da Coordenação. A pessoa deve solicitar o apoio por si mesma. O objetivo é garantir a segurança do voluntário e a isenção institucional.

5. Ajuda por Correspondência (Convencional ou Eletrônica):

Os princípios da Relação de Ajuda são os mesmos (facilitar o desabafo, centrar na pessoa).

  • Especificidades da escrita: Buscar elaboração e precisão com vocabulário simples, objetividade, clareza e ausência de ambiguidades.
  • No chat: A comunicação em tempo real com recursos extralinguísticos facilita a transmissão de ideias e emoções.
  • O objetivo: Que a comunicação compreensiva seja efetiva para o apoio emocional e o contato da pessoa consigo mesma. Cuidado com o destino da correspondência para evitar quebra de sigilo.

6. Sigilo, Confidencialidade e Privacidade:

O sigilo é essencial no CVV, abrangendo todos os detalhes dos contatos e informações sobre voluntários.

  • Anonimato: Não se comenta quem procurou ajuda nem quem ajudou. Voluntários são conhecidos apenas por seu primeiro nome.
  • Informações internas: Detalhes internos são trocados apenas entre voluntários e não devem ser compartilhados externamente.
  • Compromisso contínuo: O voluntário se compromete com a confidencialidade durante e após a atividade.
  • Relatórios e anotações: Permanecem no ambiente interno e requerem apreciação administrativa para sair.
  • Ambientes restritos: Acesso a áreas com informações confidenciais é restrito a voluntários e pessoas autorizadas.
  • Encaminhamento de assuntos: Imprensa, justiça, segurança pública, etc., são encaminhados à Coordenação.
  • Situações específicas: O documento apresenta vários cenários para o voluntário praticar a aplicação do sigilo, mantendo a confiança sem mentir, desorientar ou desapontar. Exemplos incluem perguntas sobre anotações, confidências pessoais, crimes (atropelamento), busca por terceiros, identificação de conhecidos, perguntas sobre outros voluntários ou o próprio envolvimento com o CVV, pedidos de visita “como amigo”, solicitação de dados de voluntários, ameaças a terceiros, pedidos de dados pessoais e contatos da mídia. Em todos esses casos, o sigilo deve ser preservado, redirecionando ou abstendo-se de fornecer informações confidenciais.